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Sobre o Setor |
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Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Mundial |
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O mercado mundial do livro edita anualmente em torno de um milhão de novos títulos, cada
um com uma tiragem de milhares de cópias, o que representa um título a cada 30 segundos.
Supondo-se uma espessura média de dois centímetros, seriam necessários 24 quilômetros de
prateleiras para acomodar um exemplar de cada em uma biblioteca que se queira universal.
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Para se ter uma dimensão deste crescimento, principalmente a partir da invenção da impressora de tipos móveis, em 1450 era publicado 0,2 título por milhão de habitantes do planeta, enquanto em 1950, em paralelo à invenção da televisão, já eram 100 títulos por milhão de habitantes. Já em 2000, contrariando aqueles que previam que a explosão do audiovisual destruiria o mercado para a palavra impressa, foram editados 167 títulos por milhão de habitantes .
Uma das principais características da economia do livro é o descompasso existente entre a oferta global crescente, a limitada capacidade de absorção das bibliotecas e a limitadíssima capacidade de absorção do consumidor individual (ZAID, 2004).
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Este problema central se deve por duas razões: a primeira é que o livro é um bem relativamente barato de se produzir e viável em pequena escala, o que faz com que novas empresas proliferem a cada dia mesmo que de forma comercialmente inviável. A segunda razão é pela dificuldade de se formar leitores no mundo e, mais ainda, fazer com que a obra que lhe interessa chegue nele de forma ágil e sintética – ainda mais hoje, onde as pessoas possuem pouquíssimo tempo disponível para o entretenimento. Tendo em vista que o mundo do livro não tem conexão com mercados maciços e indiferenciados mas, ao contrário, repousa em clientelas segmentadas e nichos especializados, há pouco espaço para oligopólios e ampla atuação para micro e pequenas empresas.
A sociedade informacional exige que os mercados trabalhem cada vez mais de forma diversificada para reduzir o risco do encalhe – ameaça maior sobre todos os bens de informação produzidos em massa pela indústria cultural. Um dos postulados da economia da informação é que seus bens têm um custo de produção proporcionalmente muito mais elevado do que sua reprodução num suporte material qualquer – a exemplo das cópias piratas de CDs.
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