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A Câmara Brasileira do Livro foi fundada oficialmente no dia 20 de setembro setembro de 1946, em assembléia realizada na Livraria O Pensamento, localizada no antigo largo de São Paulo, no centro da capital paulista. Na mesma oportunidade foi eleita a primeira diretoria da entidade, presidida por Jorge Saraiva. “Livro, presente de amigo” foi a primeira campanha publicitária que, ainda em 1946, iniciou o trabalho de divulgação e promoção do livro. A ela seguiram-se outras, como as promoções do dia dos namorados e a instituição da semana do livro e da semana do livro infantil, acompanhadas da realização de encontros e conferências, concursos e atribuição a de prêmios especiais.
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Em 1948, a CBL promoveu o 1º Congresso de Editores e Livreiros do Brasil. Realizado em São Paulo, entre os dias 22 e 26 de novembro, o congresso reuniu mais de uma centena de delegados e 56 editoras, livrarias, gráficas, agências literárias, sindicatos e outras entidades, no qual foram discutidas questões gerais relacionadas com a produção, divulgação, distribuição e comercialização do livro, além de questões específicas, como sistematização bibliográfica, direitos autorais, tarifas postais, importação de papel e outras. Proporcionalmente à chegada de novos associados, a CBL ganhava representatividade junto às entidades governamentais para conseguir benefícios ao setor. Em 1950, obteve de diversos governos estaduais a isenção do IVC, Imposto sobre Vendas e Consignações, para todo o comércio livreiro, ao mesmo tempo em que se solicitou formalmente ao governo federal a facilitação e liberalização da importação de livros estrangeiros, bem como do papel usado para a produção editorial.
Para atender com maior eficiência a demanda de um número cada vez maior de associados, a CBL inaugurou sede própria, na avenida Ipiranga. A fim de ajudar no custeio da sede, foi lançada uma edição especial de O Ateneu, de Raul Pompéia, com um estudo de Mário de Andrade e ilustrações de Clóvis Graciano. A primeira Feira Popular do Livro montada pela CBL, em 1951, foi a da praça da República, no esforço de introduzir no país a tradição européia das feiras de livros encontradas na França, na Alemanha e na Itália. Depois de uma interrupção de alguns anos, a experiência foi retomada em 1956 e deslocada para o Viaduto do Chá, ponto ainda mais central da capital paulista e de grande fluxo de pedestres.
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